meistudies, 6º Congresso Internacional Media Ecology and Image Studies - A consolidação dos seres media

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DECOLONIALIDADE E EMPODERAMENTO: VIVÊNCIA ARQUETÍPICA DO SAGRADO FEMININO
Cássia Amélia Gomes, Luís Guilherme Costa Berti, Nelson Russo de Moraes

Última alteração: 2023-10-28

Resumo Expandido (Entre 450 e 700 palavras)


O sagrado feminino vem elucidar, com base na construção simbólica que permeia a temática, a constelação de conteúdos do inconsciente coletivo da mulher a respeito do despertar, da libertação, da sua história, conhecedora da sua ancestralidade. A mulher ainda nos dias atuais é oprimida, violentada, subjugada e rejeitada pelo patriarcado, tendo seu poder invisibilizado e sua voz abafada. Diante disso, o sagrado feminino, tendo a mitologia como estratégia didática para a compreensão das vivências arquetípicas, surge como alicerce para a tomada de consciência, libertação, emancipação e decolonização do feminino.

A dinâmica do sagrado feminino converge para com a propositura do pensamento decolonial, visto ser um processo de desconstrução colonial oriunda do sul epistemológico, conforme advogara Santos (2010), sendo, terreno fértil para a produção de novos pensamentos, além de conceber a fruição da diversidade. Diante disso, o estudo vem mostrar que a vivência do sagrado feminino, por meio de arquétipos da mitologia grega, contribui para que a mulher possa constelar conteúdos imersos no inconsciente coletivo, servindo de referência para a ressignificação da identidade.

 

Metodologia

O presente estudo vem mostrar o quão relevante é a dinâmica do sagrado feminino para a sociedade, uma vez que o patriarcado ainda invisibiliza e oprime a mulher. Diante disso, discorreu acerca da concepção e significação do sagrado feminino, bem como os seus arquétipos, visando a autonomia e a liberdade, com base na ancestralidade, na cultura, na identidade, de modo a ultrapassar valores tradicionais.

Para alcançar os objetivos e chegar aos resultados a pesquisa teve como estratégia metodológica a revisão de literatura, de forma qualitativa.

O levantamento dos artigos científicos foi realizado nas bases de dados Portal de Periódicos CAPES e Rede de Revistas Científicas da América Latina e Caribe, Espanha e Portugal – Redalyc, utilizando dos descritores “sagrado feminino”; feminino decolonial”; “empoderamento feminino”; emancipação feminino”.

 

Resultados e Discussões

O feminino ainda padece em decorrência da estrutura patriarcal e colonial que a sociedade utiliza para referenciar pessoas. Faz-se relevante o estudo do sagrado feminino e suas práticas, de modo a responder à sociedade machista com a tomada de consciência, o resgate dos saberes sagrados, a ressignificação identitária e empoderamento.

A vivência do sagrado feminino oportuniza a mulher a constelação de conteúdos do inconsciente coletivo a respeito da libertação, da sua história e da sua ancestralidade. Ao oportunizar o contato da mulher com seus conteúdos reprimidos no inconsciente, permite a compreensão da situação de opressão, sujeição e submissão a que o feminino é colocado na cultura patriarcal. A saga das deusas Afrodite, Atená, Ártemis, Héstia e Lilith traz em si o feminino decolonial, pois se constituíram como independentes das amarras do patriarcado, não se submetendo à fecundidade ou à maternidade (Narvaz, 2021). O feminino decolonial representa o despertar da mulher, a tomada de consciência, a libertação do patriarcado, com vistas à emancipação.

Portanto, a partir da tomada de consciência é possível compreender a sua história como mulher, a importância na sociedade, resgatar a identidade e ser agente da sua transformação (Machado, 2021).

 

Considerações Finais

A decolonialidade requer a desconstrução de padrões e a desobediência a regras impostas pelo patriarcado. Decolonizar é refazer caminhos, desconstruir saberes, gerando um movimento de insubmissão do feminino (Santos, 2010), sendo ilustrado pelo sagrado feminino.

O feminino precisa “curar-se” do colonial e do patriarcado, produzindo novas realidades, por meio da libertação, da emancipação e do empoderamento. Diante disso, o estudo visou o contribuir para o despertar da mulher, por meio do autoconhecimento e integração com seu feminino sagrado, utilizando-se da saga de deusas gregas como estratégia didática. O contato com esse movimento proporciona aproximação com seus conteúdos inconscientes, sendo possível se libertar das amarras coloniais, transgredindo padrões, resistindo à opressão, ressignificando sua identidade, se emancipando, se empoderando, se deolonizando.

 

Referências

Machado, R. (2020). O Sagrado Feminino: poder que vem de dentro - despertar, cura e empoderamento de mulheres. Cadernos de Agroecologia – Anais do 3° Colóquio Internacional Feminismo e Agroecologia – Vol. 15, N° 3.  https://cadernos.aba-agroecologia.org.br/cadernos/article/view/6381/2426

Narvaz. M. G. (2021). De Lilith à Pombagira: literatura e arte para decolonizar corpos e mundos. Revista Literatura em Debate, v. 15, n. 27, jul/dez. https://revistas.fw.uri.br/index.php/literaturaemdebate/article/view/4042/3173

Santos, B. S. (2010). Epistemologias do Sul. Cortez.

 

 

 

APRESENTAÇÃO


Palavras-chave


Emancipação; Feminino Decolonial; Ancestralidade;

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